domingo, 13 de março de 2011

Rupturas de Alicerces

aaaaaaaPor singelos 15 minutos que tanto assemelhavam-se à tortuosas horas, deparei-me frente a frente a meu velho e inseparável computador. Atônita, procurava encontrar, ou quem sabe inventar, uma fórmula talvez reduzida, talvez detalhada em demasia, talvez real ou quem sabe utópica para traduzir e expressar em palavras a mistura de sentimentos que, porque não dizer, assiduamente me assombram.
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Sempre fui daquele tipo de pessoa que cobra demais de si, especialmente naquilo que julgo ser capaz:. Logo, criar, escrever e publicar em um novo blog, com um público novo e sem grandes expectativas em relação a minha antiga reputação de “redatora” está sendo uma espécie de desafio.

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O ato de escrever, inevitavelmente, remete-me as tempestuosas tardes que encorajada pela gana do desconhecido, enfrentei em minha tão amada Itapema. Penso que escrever sempre será o meu elo com o passado.

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Houve sim um grande amadurecimento, uma vez que antigamente, minha grande inspiração era o sofrimento. Fato que paradoxalmente, fez-me afastar da mesma (...)

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Mas sim, fui muito feliz em Itapema. Madrugadas sem dormir diagramando anúncios sobre “Chaplin”, tardes aventurando-me e dedicando-me à milenares táticas para entupir pias com sementes de morango, noites regadas a vinhos e violão em Quatro Ilhas...

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Hoje, aquela pequena cidade onde depositei meus grandes sonhos, não mais abriga minhas esperanças.

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(...)

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Penso que talvez, seja essa a primeira e última vez que escreverei sobre meu passado nesse blog, que ainda sem formato definido, espero que seja minha grande fonte de deleite.

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Enfim, sobre o presente? Bom, posso dizer que encontrei inusitadamente em meu caminho, um verdadeiro presente que segurava uma prancha debaixo do braço e seguia alegremente pelo calçadão de Praia Grande. Em meio a uma aposta e ao som de “Pra você lembrar de mim” meu coração começou a dar sinal de vida, depois de uma longa primavera sem bater.

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O presente também me abençoou com memoráveis noites encostados na ponte da Ilha, onde embriagados pela ansiedade do incerto, cantávamos: “Enquanto o tempo passa, eu espero que: Que um dia a gente suba no altar. Seguir os ossos trilhos, ser feliz ter vários filhos, um quintal com mini hamp e umas plantinhas pra cuidar. Vamos pra Ilha Grande em Julho, correr e esquecer de tudo, ver o mundo mais azul...”

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É, a vida voltou a fazer sentido. Os amigos eram outros, era nova a cidade, as ondas menos agressivas e até o Sol aparentava brilhar de forma diferente. Mas essas novas sensações que antecipadamente eu já sabia que teria um final seco, frio e breve, teve seu percurso concluído.

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aaaaaComprometo-me enfaticamente então, a direcionar minhas próximas escritas aos últimos acontecimentos significativos que rondam minha mais nova morada, o mar.

9 comentários:

  1. choreeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiii
    haaaaaaaaaa , voce é meu maior presentee !!!
    MUUUUUUUUITO obrigada pela sua amizade !!
    Minha felicidade depende da sua !!!
    Beijossss te amo s22

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  2. oba! blog novo!
    gostei do inicio!
    nao vejo a hora do proximo post.

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  3. Suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuucesso!!!
    xD
    muito bom msm amor!
    te amo s2

    "O mundo as vezes eh injusto e o lucro eh bem menor q o custo, mas msm sem nem um real vamos ser felizes no final!"

    hauahauahauhaua

    s2

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  4. É isso aí filha, força na peruca e dedinhos nos teclados bjs mamãe.

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  5. Uhu! Mais aventuras! Peço licença minha amiga do passado - e de SEMPRE - para acompanhar esse seu novo momento. Certa de seu sucesso, saiba q msm distantes, estamos aki! Beijos enormes!!

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  6. Ao contrário do que pensa certa escritora, eu já havia tido a oportunidade de me deparar com esse texto logo em sua estreia para o mundo. Demorou-me um pouco para conseguir pensar no que escrever sobre tais palavras, sempre muito bem colocadas e conectadas.
    Resguardo, no entanto, meu direito de reservar para mim a totalidade de meu veredíto, crendo que o melhor a fazer é dizer que fico feliz por mais esse capítulo em tua vida =) E tão feliz quanto, estou por saber que tua escrita ainda tem o poder de me deixar embasbacado. Nunca duvidei do teu potêncial, e nunca hei de fazê-lo.
    Que venham muitas aventuras, fortnúnios e histórias para satisfazer a àvida curiosidade dos que permanecem em terra.

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  7. Opa... ¬¬ Sabes que não é a Caline, né? hahaha

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